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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Só se vê bem com o coração... Com Outros Olhos, de Thati Machado.

Com Outros Olhos
Thati Machado
Amazon

Sinopse:
 "A vida perfeita de aparências da jovem Lana se desfaz como pó depois de um trágico acidente com seu então namorado Lucas. Destinada a ultrapassar todos os obstáculos que a vida lhe impõe, Lana ingressa na Companhia Raoul de Teatro - com a ajuda de seu irmão - sem que saibam das suas limitações. Seus companheiros de trabalho parecem não facilitar a vida da moça, principalmente Arthur, que interpreta seu par romântico na peça. Ironia do destino ou não, Lana vai descobrir que uma vida sem luz ainda pode lhe oferecer tudo que uma garota sempre sonhou. E que as aparências... Sempre enganam."

Resenha:

“Voici mon secret. C’est três simple: on ne voit bien qu’avec le coeur. L’essentiel est invisible pour les yeux.” (“Eis meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.”
 (Antoine Saint-Exupéry, Le Petit Prince)

 Lana sofreu um acidente de carro cujas consequências, pelo menos para ela, foram terríveis: ela ficou cega. Sua vida mudou. Precisou se adaptar a tudo e todos, mas o sonho de ser atriz continuou e ela foi aprovada para a companhia de teatro Raoul, uma das melhores. Apenas um detalhe: as pessoas que com ela deveriam contracenar não sabiam que ela era cega.  Lana fora aprovada nos testes por seu talento e, com ajuda de seu irmão Leo, buscava se tornar cada vez mais independente, na medida do possível.

 As coisas começam a ficar estranhas quando Lana é escolhida para ser a protagonista da peça Romeu e Julieta. Arthur, um rapaz decidido, que lutara muito para conseguir o papel e Romeu (e foi escolhido), se opunha à escolha do diretor, Julie, um diretor rude e duro, mas que gostava de inovar e reconhecia um talento quando via um, tendo escolhido Lana pelo talento, sem saber que ela era cega (o que não fez, então, a menor diferença quando ele soube).
 A animosidade com que Arthur tratava Lana tinha um motivo: aos onze anos ele se declarara a ela com uma mensagem no correio do amor no dia dos namorados e sua declaração havia sido recebida com risos e ela virara a piada na escola. Agora, depois de tanto tempo, ela nem o reconhecia!
 Eles começaram a ensaiar e tudo era terrível, pois a empatia necessária para a interpretação dos amantes de Veneza não se fazia presente.
 Um dia, Arthur vai ensaiar na casa de Lana , depois de mil tentativas e discussões, os dois, “por acidente” trocam um beijo. Mesmo assim, ele deixa a casa e, na tentativa de fazê-lo voltar, Lana cai e ele não a ajuda a se levantar por pensar que ela não deseja isso. Mas há um confronto entre ele e Leo e a verdade é revelada: Ela é cega.
 A partir daí as coisas mudam. Não porque Arthur sente pena de Lana, mas porque ele entende finalmente o porquê dela nunca o olhar, não tê-lo reconhecido.
 Aos poucos eles vão se acertando em cena e na vida. E também, aos poucos, Lana vai se apaixonando, até que eles começam um relacionamento baseado em confiança e amor.
 No entanto, há outras revelações que Lana, em sua cegueira, deve encarar e Lucas, seu ex namorado, um dos responsáveis pelo acidente que causou a cegueira da garota e que a deixou de lado, volta para perturbar a existência do casal. Mas isso é para ser lido... Não conto mesmo!
 O que esse livro me trouxe foi a consciência de que os olhos são enganadores. Muitas vezes nos deixamos levar pela aparência esquecendo o conteúdo. Lana, pelo que entendi, era uma menina frívola, que se ligava em beleza física e outras futilidades até que a vida lhe estapeou de forma violenta e ela se viu dependente e, por fim, percebeu que somos frágeis, findáveis e precisamos uns dos outros. Lana aprendeu a realmente amar e dar valor a tudo o que antes considerava “abaixo de si”.  Lana aprendeu e ver “com outros olhos”, os olhos do coração.


Quem é Thati Machado?
 Thati Machado tem vinte e seis anos e começou a escrever aos doze. Mora em Niterói – RJ. Sempre foi uma criança criativa, costumava inventar uma história para cada acontecimento de sua vida. Começou a passar suas histórias e sentimentos para o papel em forma de versinhos. Logo depois se aventurou no universo da fanfictions, onde conquistou mais de 3500 leitores. Suas histórias nunca tinham menos de 20.000 comentários. Aos quinze anos se aventurou também nos palcos, atuando e obviamente, escrevendo. Foi somente aos vinte e três anos que a jovem resolveu publicar sua primeira história com personagens inéditos: Ponte de cristal. Thati sabia pouco a respeito do mercado editorial, mas sabia que o caminho seria longo e muitas vezes também custoso. Mesmo sem o apoio de uma editora consolidada, a jovem vem conseguindo conquistar mais e mais leitores. Recentemente ela resolveu atender aos pedidos de alguns fãs e deu a “Com outros olhos” (seu breve romance publicado na Amazon) uma versão impressa totalmente independente. Sentindo falta do contato direto que costumava ter com seus leitores, Thati se aventurou em “Poder extra G”, uma comédia romântica que aborda a importância da singularidade do indivíduo de um jeito leve e bem humorado. Como essa era a sua estreia na já consolidada plataforma wattpad, Thati achou que um longo caminho precisaria ser trilhado novamente, como quando escrevia fanfictions, mas para a sua surpresa a história rapidamente conquistou milhares de leitores. Em seu perfil possui quase 2 milhões de leituras on-line. A pedido dos leitores, “PEG” acabou virando uma trilogia, sendo cada livro narrado por um personagem diferente. O segundo da série, “Singular”, é narrado pelo Noah.  
Nesses breves meses de carreira, Thati Machado já saiu em diversas matérias no jornal − tanto impresso, quanto digital − e foi entrevistada por rádios e pequenos canais de TV, principalmente em sua cidade natal, Niterói. Trabalha de forma ativa em feiras do livro, onde palestra e conquista novos leitores. Esteve na Flipoços, onde palestrou ao lado de grandes nomes como Martha Gabriel e José Luiz Goldfarb; esteve também na primeira edição da FLIR, onde teve a oportunidade de falar sobre a sua experiência escrevendo contos em plataformas digitais. Sua presença na Bienal do Livro do Rio de Janeiro foi um sucesso e seus dois títulos publicados ficaram esgotados. Thati também é blogueira no NEM TE CONTO e conta com um canal no YouTube, onde fala de livros, escrita, universo plus size, entre outros assuntos. Seu canal tem pouco mais de um ano e conta com mais de 100 mil visualizações.

 

Contato:

 


segunda-feira, 1 de maio de 2017

Contando Estrelas... "Ora (Direis)..."



Resenha

Contando  Estrelas
Thati Machado

Sinopse:

“Leo e Davi deram início a uma linda história de amor, todavia ainda não encontraram seu final feliz. Enquanto Leo quer gritar para o mundo o que sente pelo amado, Davi não se sente pronto para assumir seus sentimentos e teme que a família o rejeite. Esperando que vivenciar uma pequena aventura faça Davi mudar de ideia e perceber o que realmente importa, Leo o leva para acampar junto com seus melhores amigos. O acampamento, contudo, trará surpresas e reviravoltas. Será o medo capaz de afastar dois corações que batem um uníssono?”


 Como professora de Português e Literatura que sou sempre tive o cuidado de me colocar numa posição bem distante de meu  “eu” para analisar o que leio. Procuro deixar de lado minhas opiniões pessoais, meus conceitos e preconceitos e até meus sentimentos. Esqueço minha religião, tudo o que aprendi em minha vida, agora madura, para que nada possa interferir em meus julgamentos. No entanto, confesso, me debulhei em lágrimas ao ler esse livro. Fiquei muito surpresa com a minha reação, mas foi impossível não permitir que meu coração criasse força diante de tanta poesia.
 É uma história que talvez possa estar acontecendo na vizinhança e a gente não tenha conhecimento, já que o mundo hipócrita não permite que certas realidades sejam expostas “comme Il faut”.

 Leo e Davi são gays. Leo assumiu para sua família e foi aceito, uma vez que esta é amorosa; Davi, filho de pais religiosos, teme. Eles se encontraram, se apaixonaram e não conseguem viver seu amor plenamente porque Davi teme a reação dos pais e do mundo.
 Em um final de semana, acampando, Davi, finalmente, resolve pedir Leo em namoro, porém (tem sempre um porém) acontece algo que Davi não está esperando: o encontro com um ex, Rafa, que lhe mostra o quanto é infeliz por não assumir sua homossexualidade. A coisa vai de mal a pior... Ah, eu não vou contar...
 Contando Estrelas  não é sobre sexo, é sobre amor. Esse livro mostra que precisamos parar de apontar o dedo para o que julgamos errado nos outro simplesmente porque não aceitamos sua realidade. Senti uma tristeza tão grande , seguida de uma emoção enorme quando essa onda de amor tomou conta de mim que chorei. Chorei tanto, mas tanto que acho que estou desidratada até agora. Por que, em nome de tudo, não podemos compreender o próximo e olhá-lo como o ser humano que é? Por que não podemos simplesmente dar mais amor e amizade, respeitar as pessoas? Seria tudo tão melhor.
 Há um momento especialmente significativo no livro para mim. Acontece quando Leo leva Davi a um descampado para que possam “contar estrelas” e ele diz que contando estrelas consegue força para superar os obstáculos da vida mais facilmente. Isso me lembrou meu porta favorito, Olavo Bilac, em uma de suas obras, em que ele diz:

“Ora (Direis) Ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” Eu eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas... pálido de espanto’

(Soneto XIII da obra Via Láctea, leiam depois o soneto completo, pois é lindo)

 Eu sempre contei estrelas, pois elas são infinitas e a prova do quão pequenos somos neste universo. Sempre foram, para mim, símbolos de esperança e eternidade, embora não sejam eternas. Hoje, não as conto mais, pois quem eu amo está entre elas.  Assim, ao contrário de Leo, eu não conto estrelas para superar meus problemas, mas converso com elas. Pois, como Bilac bem disse “só quem ama tem ouvidos capaz de ouvir e de entender s estrelas”.
 Leiam Contando Estrelas com a mente e o coração abertos e vocês não se arrependerão!

Em tempo, Contando Estrelas é um spin off de Com Outros Olhos, da mesma autora, obviamente (não é preciso ler Com Outros Olhos para ler Contando Estrelas, que fique bem claro) e você pode encontrar os dois na plataforma Amazon ou entrando em contato com a autora. Vejam os links:





segunda-feira, 10 de abril de 2017

Clara Savelli em Mundo Estranho.

    A revista Mundo Estranho escolheu dez autores do Wattpad para lançar uma coletânea de contos que se passam em mundos diferentes, distópicos e que nada tem em comum entre si.
    Entre esse autores encontramos Clara Savelli, uma escritora extremamente talentosa, muito gentil e educada com todos os blogueiros e colaboradores e ela, gentilmente, me cedeu esta sinopse de seu conto, Perfeito Problema, para que eu pudesse divulgar no Para Gostar de Ler, Para Gostar de Ler Brasil e todas as redes envolvidas no Projeto Para Gostar de Ler. Agradeço e levo até vocês a sinopse de Perfeito Problema:

 Perfeito Problema - Sinopse.


Perfeito Problema se passa em mundo distópico onde por decreto governamental nenhum cidadão tem autorização para deixar suas casas. Para garantir que isso será cumprido, o governo fechou todo acesso com o mundo exterior (portas e janelas) e distribuiu pulseiras rastreadoras, que monitorariam o paradeiro de todos e garantiriam que ninguém descumpriria as regras.

O único contato das casas com o mundo exterior é através de uma claraboia que abre automaticamente em horários pré-programados do dia para a passagem de um drone, carregado de alimentos, remédios e qualquer outro tipo de provimento que a casa precisar e que o governo achar justo.
Marina é uma hacker que atua tentando descobrir o que o está escondendo. Seu melhor amigo, Bernardo, é uma mente analítica que descobre como burlar o sistema de rastreamento da pulseira. Os dois integram a Resistência – um grupo de inconformados que quer retomar o controle da situação e se reúne ilegalmente. Por isso, os dois são mais conhecidos como Bela e Fera.
Quando os integrantes da Resistência não aparecem para o encontro na noite marcada, Bernardo e Marina começam a entrar em pânico. Um bilhete anônimo diz que o grupo foi exterminado e que todos correm risco. Inclusive Marina, que é arrastada para fora de casa na manhã seguinte por uma equipe de agentes do governo que quebrou a parede da sua casa com uma bola de demolição sob a justificativa de que é “perfeita”.

O que é ser perfeita? Para onde eles estão a levando? Como ela fará para se comunicar com Bernardo e pedir ajuda? De quem era o bilhete anônimo? Será que a Resistência toda foi mesmo dizimada? Marina precisa descobrir as respostas. E rápido.

quarta-feira, 5 de abril de 2017